sábado, 24 de setembro de 2016

O Capitalismo Em Estado Comatoso Respira Por Aparelhos

Estaríamos presenciando o baile da Ilha Fiscal do capitalismo?


O último baile da monarquia brasileira - antes de sua queda - na Ilha Fiscal.
A oligarquia financeira mundial se apossou de todo o sistema e impõe o jogo que lhe interessa. A desindustrialização do ocidente, a financeirização, a precarização do trabalho, o Estado a mercê dos ditames dela, oligarquia. Estas são evidências claras de que algo vai de mal a pior. Os agentes parecem encaminhar o sistema para um final de linha lamentavelmente amargo onde aparentemente só nos resta aguardar pelo retumbante desenlace final. Um sistema completamente apartado da sociedade em cujas entranhas as grandes instituições financeiras mundiais chocaram o ovo daquilo que virá dar cabo do doente terminal. Pirâmides financeiras, off-shores, lavagem de dinheiro dos mais diversos tipos, canibalização da concorrência, bolhas e mais bolhas... Tudo faz parte do diagnóstico. Doenças de cunho moral para as quais ainda não foram encontrados os remédios.


Presenciamos nestes Tempos Bicudos um jogo de camuflagem, onde a elite financeira tenta ocultar o máximo possível o trem descarrilado dos olhos da sociedade. Para infelicidade destes manipuladores assistimos as pessoas despertando para o que de fato anda ocorrendo debaixo dos seus narizes. Todo o sistema financeiro mundial está a beira do precipício e tudo tem sido feito para atrasar o seu despencar [1]. Um ônibus sem freio onde os passageiros somos todos nós e que está prestes a desabar ladeira abaixo, é o modelo perfeito para descrever o quadro que está sendo pintado.

Tudo leva a crer que estamos no limiar da formação de um novo sistema que virá para substituir o desgastado capitalismo, onde a oligarquia financeira globalista terá uma preponderância ainda mais dramática nos rumos do planeta, se assim permitirmos. Nestes nossos dias países do ocidente funcionam como braço armado desta elite, pegando pesado e tentando manter o núcleo de todo este sistema sob as rédeas dos seus patrões. A queda dos Estados soberanos, das barreiras nacionais, são alvos primordiais de toda esta trama. Um governo mundial único sob o controle das mega corporações, que tem o setor financeiro como vasta maioria, inclusive já foi discurso de um dos grandes planejadores [1] de todo o mal que nos acomete. Um plano acobertado por um sistema de desinformação, cujo agente desinformante é justamente o meio onde as pessoas se abastecem de informação. Uma mídia completamente comprometida com o patronato global. A realidade anda a ser esculpida nas editorias de jornais, telejornais, revistas, cinema. Tudo que possa contribuir com uma realidade favorável àqueles a quem devem obediência.

A esperança que o homem depositou no próprio futuro na virada do século aos poucos vem sendo minada. Vivíamos entusiasmados com o desenvolvimento tecnológico que andava a passos largos, com descobertas científicas que insinuavam dias fabulosos que estavam por vir. Direitos civis. Justiça social. Tudo isso ficou como que um retrato colado nas paredes do século XX. Hoje somente um tolo completamente desinformado não consegue enxergar claras evidências de que o retrato na parede é apenas a lembrança de que a humanidade, sob a doutrina do capitalismo, já viveu seus melhores dias. Fechar os olhos para a realidade na tentativa de não criar, digamos, egrégoras negativas ou elementais, não farão com que estes  desapareçam como por passe de mágica. Temos que criar barricadas, usar nossas armas. Se continuarmos negando o óbvio, se permitirmos que as coisas atinjam níveis ainda mais alarmantes, aí então, a tática do "Deus nos acuda" será a conduta adotada até por quem é ateu.

Concordo absolutamente de que vivemos um final de ciclo histórico e que o que estamos presenciando é o canto do cisne de um sistema que teve seu princípio, apogeu e declínio. O perigo é que a velha guarda, a nefasta velha guarda, tramou a ruína do sistema que garantiu seu próprio agigantamento e agora quer colocar em prática uma nova via político/econômica para o planeta. E se para isso a guerra se fizer necessária, dela não abrirá mão.

Uma hipótese cada dia mais evidente é a guerra apoiada por estudos geoestratégicos. Não se trata de um plano recente. Há muitos registros dele desde o início do século XX. Planos geoestratégicos comprovam que a guerra é uma cartada possível e está sobre a mesa de grupos que se desgarraram de qualquer vínculo com a cidadania. Otan, think tanks não têm qualquer compromisso com a humanidade. O compromisso destes grupos é notório para com o complexo industrial militar [2] e gigantescos oligopólios.  Joseph Mackinder foi pai e planejador do temor russo e este temor hoje está a se avolumar. A russofobia está a servir de instrumento de alguns ilusionistas que querem desviar os holofotes de suas trapaças obscuras para uma espécie de nova guerra fria, que pode perfeitamente esquentar rapidamente. O foco deve ser desviado daquilo que está prestes a vir a tona. O desabar de todo o sistema financeiro, carregando consigo o capitalismo. A geoestratégia funcionando como uma maneira extremamente eficaz de acobertar esta sujeirada monumental onde os globalistas fazem a festa. 

O plano do patronato global tem encontrado campo fértil nas mentes e atitudes daqueles que não têm visão histórica dos acontecimentos, daqueles que vivem a espera da black friday, do lançamento do último smartphone, daqueles sem pensamento crítico que bebem de toda informação que jorra da mídia alinhada como se fosse verdade absoluta, inquestionável. Daqueles acampados diante da tv com os olhos pregados em infinitas novelas, partidas de futebol por todos os dias da semana, em todos os horários.

O mais infeliz e trágico de tudo isso é a certeza de que o ocidente se tornou o exportador  do materialismo, do individualismo, da democracia, do imediatismo, do endeusamento do dinheiro e da ganância na base do porrete. Sobre a ganância, já houve até quem a decantasse elogiosamente, em verso e prosa, como grande promotora do avanço da civilização ocidental. Não satisfeito em ter mergulhado de cabeça nesse universo irresponsável, o que lhe confere este ar de terra arrasada, o ocidente tenta agora fazer com que seu inferno se espalhe por todo o globo. Hoje bate as portas de grande parte do Oriente. As cascas de banana foram deixadas ao chão e imprudente será aquele que andar por entre elas as carreiras. Os não alinhados que se cuidem, uma gangue de doutrinadores praticantes de sanções, desfilam por salões mundo afora com seus dedos em riste acusando todos aqueles que insistem em não se subjugar ao poder hegemônico global.


O Ocidente, ao trilhar este caminho sem volta, não apenas conduziu a si mesmo para um beco sem saída, como também causou danos irreparáveis para as demais nações do planeta.  O mal tornou-se global e universal, portanto, não há como fechar os olhos para os acontecimentos dos nossos dias e simplesmente fingir que tudo chegará a bom termo. Infelizmente os fatos tomaram um caminho sem retorno. Uma gigantesca metástase tomou conta de todo o sistema e para extirpar toda a doença será necessário arrancar todo o complexo de catástrofes planejadas, todas as minas plantadas.

Do inimigo temos a certeza absoluta de quem se trata. São sempre aqueles que tramam e tramaram a exaustão todas as crises cíclicas do capitalismo, inclusive guerras. São aqueles que através do sistema financeiro se tornaram inexpugnáveis às leis e marginais às regras de mercado. Os mesmos que crise após crise reduzem a concorrência por meio da falência, da canibalização, e se tornam mais fortes, mais poderosos, não somente mas principalmente devido à elas. Aqueles que se esmeram na falência dos Estados nacionais e sucateamento do bem público, ao ponto da própria população entoar o mantra que mais agrada aos seus ouvidos. No meio do caos planejado, a privatização é certeira. 

Se trata então de uma oligarquia global, onde toda a estratégia política, financeira e econômica, e onde o núcleo estratégico-militar da elite mundial, como também, uma ampla rede de intelectuais, estão a operar ao serviço dela, oligarquia. Impérios midiáticos, cooperam com protagonismo em toda encenação. Se trata de um grupo extremamente atomizado que trabalha por um globalismo de mão única, onde os gigantescos oligopólios manterão controle sobre cada indivíduo e todos os recursos planetários. Deste objetivo também fazem parte, além dos magnatas financeiros, os agentes da globalização que os servem, as agências de informação (CIA, NSA, Mossad...), quinta colunas infiltrados nas estruturas dos Estados nacionais que ainda não se encontram totalmente alinhados ao controle hegemônico... Todo o sistema de corrupção mundial: suborno, influência... A perseguição sistemática aos indesejados desalinhados operada pela mídia... ONGs, multinacionais, missões políticas e diplomáticas...

Estas forças percebidas e conhecidas fizeram do planeta o que ele é. O colocaram onde ele se encontra neste momento. Os globalistas oligarcas são portanto o alvo de nossa luta. São estes os nossos verdadeiros inimigos e contra eles é que temos que unir forças.


[1] "Estamos gratos ao The Washington Post, ao The New York Times, à Time Magazine e a outras publicações cujos diretores estiveram presentes nas nossas reuniões e respeitaram as suas promessas de discrição durante quase quarenta anos. Ter-nos-ia sido impossível desenvolver o nosso plano para o mundo se tivéssemos estado sujeitos aos holofotes da atenção pública durante esses anos. Mas, o processo está agora muito mais sofisticado e preparado para avançar rumo a um governo mundial. A soberania supranacional de uma elite intelectual e banqueiros mundiais é certamente preferível à autodeterminação nacional praticada nos últimos séculos." David Rockefeller.

[2] https://www.youtube.com/watch?v=luEIV6q1pxI
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